28 de janeiro de 2026
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Em um esporte historicamente dominado por homens, o rugby brasileiro ganha destaque com o Projeto Nina, iniciativa da Confederação Brasileira de Rugby (CBRu) que promove inclusão e equidade de gênero. Lançado durante a pandemia, o projeto transforma vidas de mulheres em todo o país, oferecendo treinamentos, workshops e competições que vão além do campo: fortalecem autoestima, liderança e confiança. Com foco em debates sobre saúde mental, combate à violência contra a mulher e oportunidades iguais no esporte, o Nina já inspira outras modalidades e se consolida como referência nacional e internacional.

Origem em Tempos de Reflexão

A ideia surgiu em 2020, no auge da pandemia, a partir do Núcleo do Jogo da CBRu. “Maria Micaela, responsável pelo rugby feminino, me contatou para refletirmos sobre os caminhos das mulheres no esporte”, conta Leca Jentzsch, conhecida como Leca, gerente nacional do Projeto Nina. Um grupo multidisciplinar de veteranas do rugby – incluindo jogadoras, psicólogas e assistentes sociais – foi formado para discutir o desenvolvimento do rugby feminino.

Leca enfatiza a visão transformadora: “A primeira ideia era melhorar o jogo, mas percebi que, para aprimorar o esporte, precisamos primeiro fortalecer as mulheres nele”. Assim nasceu o Nina, que prioriza capacitação e empoderamento, combatendo barreiras culturais que limitam a presença feminina em papéis de liderança, como treinadoras e gestoras.

Desafios e Avanços na Luta pela Equidade

Os obstáculos no rugby espelham os de outros esportes: princípios culturais que dificultam a integração das mulheres como protagonistas. “O principal desafio é combater esses preconceitos e incentivar que elas se preparem para competir em igualdade com os homens”, explica Leca. Apesar dos avanços, como maior visibilidade e capacitação, ainda há muito a conquistar para uma igualdade real.

O impacto é palpável. Desde o Nina 1 (2022-2023), passando pelo Nina 2 (2023-2024) e agora no terceiro ciclo (outubro de 2024 a outubro de 2025), o projeto já beneficiou centenas de mulheres, criando ambientes seguros e promovendo desenvolvimento pessoal e profissional.

Futuro com Continuidade e Patrocínios

Os planos são de perpetuar o Nina, captando patrocínios para manter as participantes engajadas e expandir a cultura de equidade. “Queremos fortalecer o que já construímos: um espaço seguro para meninas e mulheres no rugby nacional”, afirma Leca. A iniciativa busca mais impulso para superar a cultura machista e garantir oportunidades concretas.

Em mensagem final às outras modalidades esportivas, Leca resume: “Acreditem nas suas mulheres e invistam nelas. Não basta falar de equidade; é preciso criar oportunidades reais, transpondo barreiras históricas”.

O Projeto Nina prova que o esporte pode ser ferramenta poderosa de inclusão social, pavimentando caminhos para um Brasil mais igualitário no rugby e além.

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