28 de janeiro de 2026
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Na T21, a teimosia pode ser só parte do jeito de ser da criança, mas quando passa a ser muito intensa, frequente e cheia de conflitos, vale ligar o sinal de alerta para possível TOD.

A rotina com a Síndrome de Down é cheia de amor, conquistas e também desafios, e a famosa “teimosia” faz parte desse pacote. Quando o “não quero” vira explosões de irritação, discussões constantes e crises que se repetem por muito tempo, pode ser hora de investigar se há algo além do comportamento esperado, como o Transtorno Opositor Desafiador (TOD). Estudos mostram que uma parcela das crianças e adolescentes com T21 pode preencher critérios para TOD, o que torna a informação e o olhar atento da família ainda mais importantes.​

Em muitas situações, aquilo que parece oposição é, na verdade, defesa. A criança pode recusar uma tarefa porque não entendeu o que foi pedido, porque a atividade está difícil demais ou porque está ansiosa e sobrecarregada. Distinguir quando é “não quero” e quando é “não consigo” é fundamental para agir com acolhimento, adaptar as demandas e evitar rótulos injustos.​

O TOD não é qualquer birra: o diagnóstico exige um padrão de, no mínimo, seis meses de comportamentos como humor raivoso/irritável, atitudes desafiadoras questionando regras o tempo todo e, em alguns casos, comportamentos vingativos. Esses sinais precisam aparecer de forma persistente, em diferentes contextos, e atrapalhar a vida da criança em casa, na escola ou em outros ambientes.​

Discussão, grito e “bate-boca” costumam piorar o cenário. A literatura é clara: o reforço positivo e o acolhimento funcionam melhor do que a punição. Algumas estratégias importantes são:​

  • Validar a emoção, mostrando que o adulto reconhece que a criança está brava ou frustrada.
  • Simplificar tarefas, dividindo em passos menores e mais fáceis de cumprir.
  • Usar rotinas e apoios visuais para reduzir ansiedade e aumentar a previsibilidade.​

Cuidar do comportamento é, acima de tudo, cuidar do bem-estar emocional da criança e da família. Compartilhar esse tipo de informação fortalece a rede de apoio e ajuda a combater o preconceito contra pessoas com T21 que também lidam com desafios de saúde mental.

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