10 de fevereiro de 2026
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O estúdio da Rádio Câmara foi palco, nesta segunda-feira, de um debate essencial sobre cidadania e respeito. Os apresentadores Guilherme Barbosa e Andréa Póvoas, do programa Fala Conquista, receberam o radialista e professor Júnior Patente, idealizador do Portal Incluir, para uma conversa sobre os desafios da inclusão no Brasil e o papel da comunicação nessa transformação social.

Durante a entrevista, Patente detalhou a trajetória do projeto, que nasceu de uma experiência pessoal e transformadora. A semente do portal foi plantada em 2013, com o nascimento de sua filha Alice, que tem Trissomia do Cromossomo 21 (Síndrome de Down). O que começou como o blog ViverDown — um espaço de acolhimento para pais e compartilhamento de direitos — evoluiu em 2023 para o Portal Incluir, uma plataforma ampliada que hoje abraça todas as formas de deficiência e busca unir famílias e profissionais de diversas áreas.

Alcance Nacional Um dos braços mais fortes dessa iniciativa é o programa semanal INCLUSÃO EM FOCO. Transmitido pela Mega Rádio VCA e produzido pelo portal, o programa rompeu as barreiras geográficas da região e hoje alcança ouvintes em todo o país. Com uma grade que recebe especialistas de diversos estados, o projeto aborda desde orientações técnicas em saúde e educação até a cobrança direta por políticas públicas.

“O Portal e o programa são espaços de colaboração. Nosso objetivo é dar aos jovens e crianças com deficiência a oportunidade de serem plenamente incluídos em uma sociedade que, infelizmente, ainda falha muito no respeito às diferenças”, afirmou Júnior Patente durante a conversa.

Uma Luta Contra o Invisível A pauta levada à Rádio Câmara reforçou um dado alarmante: embora a população com deficiência seja numerosa no Brasil, ela segue enfrentando barreiras arquitetônicas, atitudinais e sociais. Para os apresentadores do Fala Conquista, dar voz a projetos como o de Patente é fundamental para combater o tratamento “inadmissível” que muitos cidadãos ainda recebem no cotidiano.

A entrevista serviu como um chamado à ação, reforçando que a inclusão não deve ser vista apenas como um ato de benevolência, mas como uma luta incessante por direitos garantidos e, sobretudo, por dignidade humana.

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