14 de fevereiro de 2026
Marta Relvas - Arquivo pessoal (1)

O professor precisa estar preparado para conhecer seu aluno, pois cada sujeito evolui intelectualmente de maneira diferente. E esse “conhecer” seria através da neurociência. A aprendizagem é uma modificação biológica na comunicação entre os neurônios, formando uma rede de interligações que podem ser evocadas e retomadas com relativa facilidade e rapidez.

As descobertas da Neurociência ensinam a melhorar o trabalho dos professores em sala de aula

Entender a Neurociência e suas interfaces é saborear novas construções epistemológicas, que só o humano possui, pois as estruturas cerebrais cognitivas, emocionais, afetivas, motoras são sistêmicas e integradas por circuitos neurais, que, quando estimulados, despertam inteligências e aprendizagens, favorecendo o desenvolvimento nos aspectos biológicos, psicológicos, sociais, emocionais, afetivos e motores.

Todas as áreas cerebrais estão envolvidas no processo de aprendizagem, inclusive a emoção. A aprendizagem resulta no crescimento ou nas alterações das células quando o axônio de uma célula recebe um potencial de longa duração com estimulações fortes. À medida que uma célula recebe estes estímulos fortes, estes vão sendo repassados de uma célula para outra. E existe uma organização bioquímica envolvida por substâncias naturais denominadas de neurotransmissores que promovem a fixação das informações dentro dos neurônios.

Perfis dos estudantes do ponto de vista neurocientífico

Pode-se dizer que existem estudantes sensorialmente mais estimulados, com características mais evidentes dos tipos:
Cinestésico – usa o corpo como ferramenta de aprendizagem.
Lógico e matemático – demonstra mais habilidades com os números.
Musical – desenvolve-se melhor cantarolando ou fazendo rimas para aprender.
Leitor – apresenta melhor capacidade de aprender através da leitura.
Interpessoal – aprecia estudar em grupo e tem facilidade em lidar com as incertezas das situações do cotidiano.
Intrapessoal – estudante mais introspectivo e geralmente prefere estudar sozinho.
Naturalista – estudante que se reconhece como parte integrante da natureza e do meio ambiente.
Estas características se complementam. Um estudante pode apresentar mais de um perfil conjugado.

Como diferenciar uma dificuldade de aprendizagem de um transtorno de aprendizagem

Dificuldade de aprendizagem – é quando a criança apresenta uma determinada limitação temporária numa determinada ação. Assim, mediante a observação e percepção inicial desse sinal ou característica, seguidas de uma intervenção neuro psicopedagógica orientada e mediada neste processo, promove-se um efetivo avanço positivo para as outras próximas etapas. Além disso, esses sinais apresentam-se de maneira pontual e não constante, podendo, então, logo em seguida ocorrer uma superação no processo da aprendizagem. A dificuldade de aprendizagem apresenta-se, geralmente, sem patologias ou distúrbios biológicos ou mentais. No entanto, a criança tem a dificuldade em realizar uma dada tarefa, mas, uma vez estimulada qualitativamente e corretamente, se supera. A dificuldade de aprendizagem pode surgir nos aspectos físicos, motores, emocionais, pedagógicos, sociais.
Exemplo: Num momento, uma criança vivencia o luto pela perda de um ente querido da família ou a separação dos pais; porém, logo supera esse problema, apesar de apresentar algumas dificuldades adaptativas, que, quando mediadas, dão a “volta por cima”, o que podemos denominar de neuroaprendência ou resiliência, a capacidade de se superar.

Transtorno – o termo já se explica ao lermos na rua cartazes escritos “Desculpem pelos transtornos, estamos em obras”. O cenário comum é de confusão geral: engarrafamentos, pedestres sem orientações, poeira, falta de comando, melhor dizendo, tudo fora do lugar. Arrumar essa “bagunça” demanda determinação e vontade, tal qual transtornos para assimilar informações. Os transtornos da aprendizagem são efetivamente de ordem neurobiológica e/ou neuropsicológica, devido a alterações neurais, fisiológicas e/ou estruturais no sistema nervoso central. Estão diretamente relacionados aos problemas de leitura, escrita e à matemática.
Transtornos da aprendizagem – um conjunto de sinais e sintomas, que podem ser físico ou biológico, cognitivo e emocional, ligados à leitura e à escrita. São reconhecidos e considerados como uma determinada patologia ou distúrbio apenas na área do cognitivo linguístico, ficando as outras áreas do cérebro preservadas, a princípio.

Atualmente, é muito discutido no âmbito das DSM-V – Dislexia, Discalculia, todas relacionadas à linguagem de símbolos e interpretações gráficas, fonológicas e associativas da linguagem.
Pais e professores se dão conta que seu filho ou filha tem transtorno de aprendizagem apenas quando esses passam a frequentar o universo escolar. É Importante destacar que tais características apresentam-se logo nas séries iniciais, pois é na escola que essas atividades cognitivas das linguagens são mais evidenciadas e cobradas no âmbito intelectual.
A Neuropsicopedagogia vem contribuindo muito para esclarecer estes diferentes olhares, para que sejam realizadas logo avaliações que possam auxiliar imediatamente o diagnóstico médico e terapêutico.
Vale lembrar que o diagnóstico sempre é médico, mesmo que esses sinais sejam avaliados por especialistas envolvidos neste conhecimento.
Cada vez mais as escolas recebem crianças apresentando tais sinais. O importante é saber reconhecer e diferenciar se ela apresenta uma dificuldade de aprendizagem passageira desencadeada por problemas pedagógicos, psicológicos e até mesmo biológicos e ou ambientais, ou se realmente tem o transtorno/distúrbio e que precisa de cuidados especiais educacionais por ter dislexia, discalculia e, agregado a reboque, apresentar déficit de atenção também, muito comum como perfil de sinal característico.

Marta Relvas. Professora, Pesquisadora na área de Neurociência Aplicada à Aprendizagem Cognitiva e Emocional no Desenvolvimento Humano. Bióloga, Dra. h.c em Educação. Neuroanatomista, Psicopedagoga, Psicanalista, Membro Efetiva da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento e do Conselho Regional de Biologia – RJ. Entre os livros lançados estão
“Neurociência e transtornos de aprendizagem – As múltiplas eficiências para uma educação inclusiva” e “Fundamentos Biológicos da Educação – desenvolvendo inteligência e afetividade na aprendizagem”. Ambos pela WAK Editora.

A função do professor é potencializar os cérebros na sala de aula

O professor precisa estar preparado para conhecer seu aluno, pois cada sujeito evolui intelectualmente de maneira diferente. E esse “conhecer” seria através da neurociência. A aprendizagem é uma modificação biológica na comunicação entre os neurônios, formando uma rede de interligações que podem ser evocadas e retomadas com relativa facilidade e rapidez.

As descobertas da Neurociência ensinam a melhorar o trabalho dos professores em sala de aula

Entender a Neurociência e suas interfaces é saborear novas construções epistemológicas, que só o humano possui, pois as estruturas cerebrais cognitivas, emocionais, afetivas, motoras são sistêmicas e integradas por circuitos neurais, que, quando estimulados, despertam inteligências e aprendizagens, favorecendo o desenvolvimento nos aspectos biológicos, psicológicos, sociais, emocionais, afetivos e motores.

Todas as áreas cerebrais estão envolvidas no processo de aprendizagem, inclusive a emoção. A aprendizagem resulta no crescimento ou nas alterações das células quando o axônio de uma célula recebe um potencial de longa duração com estimulações fortes. À medida que uma célula recebe estes estímulos fortes, estes vão sendo repassados de uma célula para outra. E existe uma organização bioquímica envolvida por substâncias naturais denominadas de neurotransmissores que promovem a fixação das informações dentro dos neurônios.

Perfis dos estudantes do ponto de vista neurocientífico

Pode-se dizer que existem estudantes sensorialmente mais estimulados, com características mais evidentes dos tipos:
Cinestésico – usa o corpo como ferramenta de aprendizagem.
Lógico e matemático – demonstra mais habilidades com os números.
Musical – desenvolve-se melhor cantarolando ou fazendo rimas para aprender.
Leitor – apresenta melhor capacidade de aprender através da leitura.
Interpessoal – aprecia estudar em grupo e tem facilidade em lidar com as incertezas das situações do cotidiano.
Intrapessoal – estudante mais introspectivo e geralmente prefere estudar sozinho.
Naturalista – estudante que se reconhece como parte integrante da natureza e do meio ambiente.
Estas características se complementam. Um estudante pode apresentar mais de um perfil conjugado.

Como diferenciar uma dificuldade de aprendizagem de um transtorno de aprendizagem

Dificuldade de aprendizagem – é quando a criança apresenta uma determinada limitação temporária numa determinada ação. Assim, mediante a observação e percepção inicial desse sinal ou característica, seguidas de uma intervenção neuro psicopedagógica orientada e mediada neste processo, promove-se um efetivo avanço positivo para as outras próximas etapas. Além disso, esses sinais apresentam-se de maneira pontual e não constante, podendo, então, logo em seguida ocorrer uma superação no processo da aprendizagem. A dificuldade de aprendizagem apresenta-se, geralmente, sem patologias ou distúrbios biológicos ou mentais. No entanto, a criança tem a dificuldade em realizar uma dada tarefa, mas, uma vez estimulada qualitativamente e corretamente, se supera. A dificuldade de aprendizagem pode surgir nos aspectos físicos, motores, emocionais, pedagógicos, sociais.
Exemplo: Num momento, uma criança vivencia o luto pela perda de um ente querido da família ou a separação dos pais; porém, logo supera esse problema, apesar de apresentar algumas dificuldades adaptativas, que, quando mediadas, dão a “volta por cima”, o que podemos denominar de neuroaprendência ou resiliência, a capacidade de se superar.

Transtorno – o termo já se explica ao lermos na rua cartazes escritos “Desculpem pelos transtornos, estamos em obras”. O cenário comum é de confusão geral: engarrafamentos, pedestres sem orientações, poeira, falta de comando, melhor dizendo, tudo fora do lugar. Arrumar essa “bagunça” demanda determinação e vontade, tal qual transtornos para assimilar informações. Os transtornos da aprendizagem são efetivamente de ordem neurobiológica e/ou neuropsicológica, devido a alterações neurais, fisiológicas e/ou estruturais no sistema nervoso central. Estão diretamente relacionados aos problemas de leitura, escrita e à matemática.
Transtornos da aprendizagem – um conjunto de sinais e sintomas, que podem ser físico ou biológico, cognitivo e emocional, ligados à leitura e à escrita. São reconhecidos e considerados como uma determinada patologia ou distúrbio apenas na área do cognitivo linguístico, ficando as outras áreas do cérebro preservadas, a princípio.

Atualmente, é muito discutido no âmbito das DSM-V – Dislexia, Discalculia, todas relacionadas à linguagem de símbolos e interpretações gráficas, fonológicas e associativas da linguagem.
Pais e professores se dão conta que seu filho ou filha tem transtorno de aprendizagem apenas quando esses passam a frequentar o universo escolar. É Importante destacar que tais características apresentam-se logo nas séries iniciais, pois é na escola que essas atividades cognitivas das linguagens são mais evidenciadas e cobradas no âmbito intelectual.
A Neuropsicopedagogia vem contribuindo muito para esclarecer estes diferentes olhares, para que sejam realizadas logo avaliações que possam auxiliar imediatamente o diagnóstico médico e terapêutico.
Vale lembrar que o diagnóstico sempre é médico, mesmo que esses sinais sejam avaliados por especialistas envolvidos neste conhecimento.
Cada vez mais as escolas recebem crianças apresentando tais sinais. O importante é saber reconhecer e diferenciar se ela apresenta uma dificuldade de aprendizagem passageira desencadeada por problemas pedagógicos, psicológicos e até mesmo biológicos e ou ambientais, ou se realmente tem o transtorno/distúrbio e que precisa de cuidados especiais educacionais por ter dislexia, discalculia e, agregado a reboque, apresentar déficit de atenção também, muito comum como perfil de sinal característico.

Marta Relvas. Professora, Pesquisadora na área de Neurociência Aplicada à Aprendizagem Cognitiva e Emocional no Desenvolvimento Humano. Bióloga, Dra. h.c em Educação. Neuroanatomista, Psicopedagoga, Psicanalista, Membro Efetiva da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento e do Conselho Regional de Biologia – RJ. Entre os livros lançados estão
“Neurociência e transtornos de aprendizagem – As múltiplas eficiências para uma educação inclusiva” e “Fundamentos Biológicos da Educação – desenvolvendo inteligência e afetividade na aprendizagem”. Ambos pela WAK Editora.

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