copa mundo feminina

A realização da Copa do Mundo Feminina de Futebol de 2027 no Brasil tem fortalecido o debate sobre a valorização das mulheres no esporte. Em meio aos preparativos para o maior evento do futebol feminino mundial, a Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados aprovou um projeto que busca ampliar garantias, investimentos e oportunidades para atletas mulheres em diversas modalidades esportivas.

A proposta é de autoria da deputada Enfermeira Rejane (PCdoB-RJ), que defende a inclusão de mecanismos de incentivo ao esporte feminino em legislações importantes do setor, como a Lei Geral do Esporte e a legislação relacionada às Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs). O objetivo é assegurar às mulheres condições mais igualitárias em aspectos como estrutura de treinamento, visibilidade, formação profissional e acesso a recursos.

Segundo a parlamentar, a luta pela valorização do futebol feminino começou há mais de uma década, quando foi procurada por atletas que participaram das primeiras campanhas da Seleção Brasileira em Copas do Mundo. Desde então, ela afirma ter atuado na criação de leis de incentivo e reconhecimento às mulheres que ajudaram a construir a história da modalidade.

Durante entrevista ao programa Painel Eletrônico, da Rádio Câmara, a deputada destacou que o projeto busca garantir às atletas femininas direitos e oportunidades equivalentes aos já existentes para o futebol masculino. Ela também lembrou iniciativas anteriores voltadas ao reconhecimento de pioneiras do esporte, incluindo uma emenda que assegurou compensação financeira a jogadoras que participaram de gerações históricas da seleção.

O texto aprovado na Comissão do Esporte recebeu contribuições da relatora, deputada Nely Aquino, que ampliou o alcance da proposta. Em vez de focar exclusivamente no futebol feminino, a versão aprovada passou a contemplar o esporte feminino como um todo, prevendo ações voltadas à visibilidade institucional, ao acesso a estruturas esportivas adequadas, ao fortalecimento das categorias de base e à formação profissional de mulheres atletas.

Para Enfermeira Rejane, as alterações representam um avanço. A parlamentar afirmou que o aprimoramento da proposta fortalece a luta pela valorização das mulheres no esporte e amplia os benefícios para atletas de diferentes modalidades.

A discussão ganha ainda mais relevância diante do crescimento da participação feminina no esporte brasileiro. Dados apresentados durante o debate indicam que o país possui mais de mil atletas profissionais registradas apenas no futebol feminino, número que reflete a expansão da modalidade e a necessidade de políticas públicas capazes de acompanhar essa evolução.

Apesar da aprovação na Comissão do Esporte, o projeto ainda terá um longo caminho pela frente. A matéria deverá passar por outras comissões da Câmara, incluindo a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, a Comissão de Finanças e Tributação e a Comissão de Constituição e Justiça. Caso avance em todas as etapas, seguirá para análise do Senado Federal.

A expectativa é que a proximidade da Copa do Mundo Feminina de 2027 ajude a acelerar discussões sobre igualdade de oportunidades e reconhecimento das mulheres no esporte, deixando um legado que ultrapasse os gramados e alcance todas as modalidades esportivas do país.

Por Júnior Patente

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